20/11/2009

Matadouro 69 (Parte I)


Tínhamos amigos em comum. Eu não sabia. Fui ao matadouro que ficava há poucas quadras dali. Andira disse que eu podia encontrá-la por lá. Entre bois, tripas, sangue e moscas. Senti aquelas palavras com uma ponta de maldade feminina. Um dardo envenenado lançado ao acaso mas com direção certa, uma lança ardente adornado com um belo laço vermelho. Andira esboçou um leve sorriso. Eram amigas. Deixei de lado e lancei uma última tragada no cigarro antes de dizer-lhe tchau e me dirigir ao matadouro.

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Matadouro 69.

Watchmen


Assisti recentemente o filme Wathmen. Ótimo filme, ótima trilha sonora. Ouça aí o cara, Leonard Cohen, cantando Hallelujah.


18/11/2009

RUA ALVORADA

Durante toda aquela tarde de calor infernal os moradores da rua não colocaram o nariz para fora. Ninguém agüentava mais. Árvores, flores, cachorros, humanos, pássaros, insetos... Tudo sufocava, amolecia, esvaia-se até secar. A rua agonizava, fervia mergulhada numa massa quente. Fazia um mormaço terrível.
Um pequeno pardal tentou um vôo desesperado e não conseguiu. Despencou exausto e buscou refúgio na sombra de uma pedra. O bico aberto à cata de ar e de forças não foram suficientes para ele resistir ao calor. Foi o primeiro a morrer, depois dele, perto da casa oito um cão agonizava sobre o asfalto que fervia. Dona Maria observou horrorizada a cena. Já tonta e com os olhos embaçados ela tentou ir de encontro ao cão. Juntou forças para tentar o resgate e caiu antes mesmo de conseguir chegar ao portão que ficava a três metros de sua casa. Foi o segundo ser que pereceu sob o calor avassalador, o terceiro foi o cão que assava a língua esticada sobre asfalto escaldante.
As horas passavam lentas e o calor tornava-se cada vez mais sufocante. As rádios não sintonizavam, nem mesmo as televisões. Os telefones ficaram mudos. Todos os eletro-eletrônicos pararam de funcionar. Fios derretiam-se e desmanchavam-se continuamente transformando-se numa massa disforme. Os moradores ficaram sem qualquer informação ou contato com o mundo fora da Rua Alvorada. A rua tornou-se um ponto isolado no emaranhado de ruas da cidade.
O calor aumentava. Desesperados três homens e duas mulheres enrolaram-se em lençóis, encharcaram-se com água e saíram correndo na tentativa de fugir daquele inferno. Tombaram os cinco, sufocados e esgotados. Alguns minutos depois ferviam sobre o asfalto. A carne enegrecia aos poucos, os olhos esbugalhados, já sem vida, mostravam a agonia que passaram.
Mergulhada naquela massa quente a rua parecia tremular silenciosa como se não houvesse nada vivo por ali. Não se ouvia mais gritos. Ninguém tinha mais forças para gritar. Outros cães morreram, assim como pessoas, insetos, pássaros. O desespero tomou conta dos moradores. Alguns se arrastavam como moluscos anestesiados, outros juntavam o resto de força e rezavam enquanto o sol continuava explodindo lá fora. Uma família acompanhada por seus vizinhos juntou-se sob uma grande árvore. Repartiram a sombra e tentaram respirar. Os corpos encharcados de suor moviam-se lentamente, com moleza e desânimo. Observavam o tempo e esperavam, olhavam para o céu desejosos de encontrar alguma nuvem e contavam os minutos na esperança da noite chegar para amenizar o calor. Um a um caíram como folhas pressas em árvores por uma linha fina e frágil. Logo a Rua Alvorada encheu-se de mortes. Pássaros morriam, gatos, insetos, humanos. Tudo torrava. Ninguém sabia o que fazer. Agonizavam e o sol ardia cada vez mais.
As horas passavam numa morosidade inigualável. Perto, a vida continuava normalmente, nas ruas vizinhas, nas ruas dos outros bairros, nas ruas da cidade. Pessoas continuavam a viver e a realizar suas tarefas cotidianas sem nada saber do que acontecia na Rua Alvorada. Quase desmaiando um homem tentou loucamente se livrar do calor mergulhado numa banheira cheia de água. A água esquentou rapidamente chegando ao ponto de ferver. O homem desistiu, sufocou, catou o ar com todas suas forças até cair esgotado. Muitas mulheres choravam quase nuas, suas roupas ensopavam de suor. Na casa catorze uma família recolhia seus mortos. Sobre a cama do quarto do casal jaziam três pessoas da família. Um ao lado do outro eram velados naquele bafo quente no qual o quarto estava mergulhado. A janela aberta tentava resgatar um pouco de ar. Após algum tempo o filho mais velho carregou o quarto membro da família para a cama mortuária. Depois, esgotado ele fraquejou e deixou-se levar.
Sete horas da tarde e o sol continuou implacável, o mormaço não dava trégua e nada se movia. Os olhos ardiam na claridade da rua, o chão salpicado por pequenos defuntos dava a cena um ar bizarro. Cães com a língua de fora, mortos, espalhavam-se pelos pátios das casas, na rua e nas calçadas em frente às residências. Junto a eles pássaros e outros pequenos animais também jaziam espalhados pela Rua Alvorada. A única esperança tornou-se a noite que não chegava. Pensavam que com ela o mormaço, o calor e sol dessem lugar a alguma brisa, e com ela poderiam fugir dali. Do inferno que se abatera sobre a rua, sobre a cidade. Não sabiam que nas ruas vizinhas a vida continuava se desenrolando sem nada de anormal. O mormaço estancara sobre a Rua Alvorada engolindo-a como um monstro feito de massa quente. Ninguém mais conseguia respirar, ninguém mais agüentou. A noite chegou depois de uma eternidade que os relógios não marcaram, e uma suave brisa soprou sobre a Rua Alvorada.
Já não havia nenhum ser vivo que respirava na Rua Alvorada.

17/11/2009

Bar do Escritor


Buenas, descobri no blog do Cristiano Deveras, que o livro O Bar do Escritor (participei com três continhos), esteve exposto na Bienal do Livro de Goiás - 2009.

12/11/2009

Flickr


Meu endereço no flickr | Cartuns, Rabiscos, esboços, ilustras...

11/11/2009

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CITY

10/11/2009

Roda Gigante


Cidade Fantasma | Noite
Algumas pessoas dormem. A roda gigante descansa solitária como um monstro espacial.

06/11/2009

Assassinos S/A


Cortei uma parte do original de uma das ilustrações que fiz para o livro Assassinos S/A II - que sairá no início do próximo ano - para postar aqui. Buenas, vi o trabalho dos outros ilustradores. Só feras, gente muito boa. Minha primeira reação ao ver as ilustrações foi pensar, não deveria ter aceito o convite para ser um dos ilustradores do livro. Estou sem prática e os caras estão afiados.
Buenas. Agora foi. Azar.

Velhos Caubóis Não Choram

04/11/2009

Cidade Fantasma

Vincent Bousserez

Apartamento 407
Noite.
Gisele e seus homenzinhos
Saimos todos por aqueles caminhos estranhos. Nos aventurando por ele, percorrendo cada pedaço. Despois de algum tempo tomamos coragem para explorá-lo. Era o corpo de um desses humanos, gigantes. Sabemos que ela se chama Gisele. A mulher. Pelo que notamos ela vive sozinha, dorme nua e pedi para que exploremos seu corpo. Deita-se e diz onde devemos ir, gostamos. É uma pele fresca, macia, entramos em cavernas e ela se retorce, geme, solta sussuros. Algumas parte umedecem, uma úmidade viscosa. Então ela se retorce mais e algumas vezes parece ficar fora de controle. Ela nos mantêm presos aqui e tentamos fugir. Ao que parece ninguém sabe de nossa existência, nunca vimos ou ouvimos ela falar sobre nós para os outros humanos gigantes. Gisele nos alimenta e nos trata como animais de estimação, nos mantém presos dentro de uma caixa de papelão. Já pensamos em matá-la.

31/10/2009

Noite

Ela liga no meio da noite.
Pergunta se pode vir.
Se pode aparecer, me fazer uma visita.
Diz que quer me ver e que trará umas cervejas.
Pergunta se quero beber com ela.
Eu digo que estou cansado, mas bem, uma ou duas cervejas não fazem mal a ninguém.
Ouço ela sorrir suavemente, e sei que será uma boa noite.

30/10/2009

Cidade Fantasma


Cansada. Glória entrava as madrugadas como um bicho arredio, assustado e intrigante. Por trás dos olhos, por dentro de carne, nervos, músculos e veias tinha mais que o medo aparente. Assustava. Morava sozinha no 303, sonhava com caubóis. Perguntei ao ver na parede de sua sala caustrofóbica um pôster de um caubói americano no centro de alguma cidade. Algum caubói dos anos 30 ou 40 e apesar de parecer fora de seu habitat natural, transparecia uma tranqüilidade nele. Encostado em uma pequena cerca de metal na calçada, com seu chapéu e botas, acendendo seu cigarro. O rosto do caubói não aparecia, escondido pelo chapéu na posição que ele se encontrava. Ela disse que amava aquela foto, aquele caubói, mesmo sem nunca ter visto seu rosto ou saber quem era. Disse que de onde veio, no interior do Rio Grande do Sul, quando menina apaixonou-se por um garoto desde a primeira vez que pôs os olhos nele. Que de certa forma o caubói lembrava ele. Depois ela teve outros sonhos e saio de lá, e claro, nunca mais soube dele. Agora vive ali com aquele poster, sonha com caubóis e pensa como seria se ainda tivesse contato com aquele menino caubói.

28/10/2009

Beleléu


Mais uma nova revista em quadrinhos acaba de sair. Como falou Allan Sieber sobre os desenhistas da revista Beleléu: "Combinam duas características que acho fundamentais em qualquer desenhista que se preze: falam pouco e mantém um estilo próprio bastante marcado. Parece simples achar essas duas coisas, né? Mas não é. Não é MESMO.

Concordo plenamente. Buenas, falar pouco eu falo, muito pouco. Me falta o estilo próprio, entre outras coisas.
Ainda sobre desenhos. Tenho quer terminar quatro ilustrações para a Antologia Assassinos S/A Volume 2. O prazo está estourando e eu terminei apenas a primeira ilustração. Foda.

26/10/2009

Daniel Na Cova Dos Leões


Próxima história que pretendo escrever.

23/10/2009

La Revancha Del Tango



Taí o tipo de informação que serve para me massagear o ego. Conversei com o Danilo, editor da Mojo Books (http://mojobooks.virgula.uol.com.br/) e ele me informou que meu ebook La Revancha Del Tango ultrapassou a marca de 19.000 downloads. Claro, fiquei supreso, jamais esperaria um número sequer próximo disto. A marca Mojo ajuda bastante para tal número. Quem desejar baixar o ebook e ler, vai lá no site da MOJO.  http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_inteira.php?idm=276
Gracias, cabrones.

22/10/2009

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Foto. Heather Maxwell Hall


Homem de lata

Amor Bandido


Estou trabalhando como diagramador de um jornal semanal. Quase colado ao jornal, fica o Instituto Penal da cidade e apenas um muro colado ao pátio do jornal nos separa dos presos. Algumas vezes se consegue ouvir as vozes dos visinhos. Estamos instalados numa casa antiga cor de laranja, grande. Uma casa velha com um longo pátio. Bom, as instalações da Instituto Penal, onde os presos ficam fica a menos de um metros da parede da sede do jornal. Hoje pela manhã quando eu chegava para trabalhar notei uma fila de mulheres em frente ao Instituto, a cadeia. "Deve ser dia de visita", pensei. Havia algumas mulheres bonitas, jovens. Fiquei pensando naquilo, na cena, nas mulheres. As mulheres que mesmo com seus amantes, maridos, namorados, não abandonavam seus homens. Mesmo que provavelmente muitos deles merecessem. Mas lá estavam elas, com suas sacolas, esperanças, amor, visitando seus caras, seus homens. Confeso que não entendo as mulheres, mesmo que cenas como essa me causem uma admiração por sua fibra.
Fiquei por ali terminando meu cigarro e observando tudo. Depois entrei no jornal, e enquanto fui pegar um café ouvi a voz de uma mulher. Ela estava falando com a secretária, pedindo para deixar o celular com ela até terminar a visita porque não podia entar com o aparelho. Fui ver a mulher, percebi que era uma das mulheres que eu havia visto na fila em frente ao Instituto Penal. Uma jovem e bonita mulher.

21/10/2009

Cidade Fantasma


Na lona.
Mariana deveria saber e Raul não sabia como lhe contar. Mais uma vez ele havia perdido.

19/10/2009

Velho

"Você parece desanimado. Tudo certo?"

"Perdi uma mulher."
"Logo vêm outras, e você também vai acabar perdendo elas."
"Pra onde elas vão?"
"Experimente isso aqui."
Era uma garrafa em um saco. Tomei um gole. Vinho do porto.


(Do livro "Factotum" de Charles Bukowski)

17/10/2009

.Cidade Fantasma

Sentado na varanda, observando a noite ele cantarolava:
Es la historia de un héroe de hoy


Con el cabello que le vuela al viento

Él, la carretera y su camión

Lleno de ilusiones desde en el pecho

Tiene un sueño, ir a nueva york

Con la mujer que ama

Ir con su camión hasta las nubes

Mientras tanto viajar sin parar

Nostalgia va y va y va

Nostalgia viene y viene y viene

Y soñará ...


Es la historia de un héroe de hoy

Con el cabello que le vuela al viento

Él, la carretera y su camión

Lleno de ilusiones desde en el pecho

Tiene un sueño, ir a nueva york

Con la mujer que ama

Ir con su camión hasta las nubes

Mientras tanto viajar sin parar

Nostalgia va y va y va

Nostalgia viene y viene

Y soñará ...

Nostalgia va y va y va

Nostalgia viene y viene y viene

Y soñará ...

15/10/2009

Cronópios


O belo e prestigiado site Cronópios (http://www.cronopios.com.br/ ) publicou um conto meu. Enviei o conto e me pediram uma ilustração também. Fiz a ilustra e publicaram os dois. Faz muito tempo que não sou publicado em outros lugares. Houve uma época em que enlouquecido eu mandava colaboração para todo lugar, desde sites que você vai lá e publica por sua própria conta. Cansei disso e raramente envio alguma colaboração. O site Cronópios é um desses que o cara gostaria de ter algo publicado. Bom, os caras publicaram meu conto Se tudo fosse tristeza. No mais ando devagar, sem ânimo para escrever, às vezes penso em algo. Problemas particulares, saudade, decepção em relação às pessoas, a baixeza das pessoas... Isto tudo me bloqueia. Valeu.

02/10/2009

Clube da Luta


#1 - The first rule of Fight Club is, you do not talk about Fight Club.
#2 - The second rule of Fight Club is, you DO NOT talk about Fight Club.
#3 - If someone says stop, goes limp, taps out, the fight is over.
#4 - Two guys to a fight.
#5 - One fight at a time.
#6 - No shirts, no shoes.
#7 - Fights will go on as long as they have to.
#8 - If this is your first night at Fight Club, you have to fight.



29/09/2009

Mãos de Cavalo | Daniel Galera



Faz tempo deixei de falar de escritores. Falo apenas quando gosto, mas senhores, li o tal Mãos de cavalo, de Daniel Galera. Festejado, aclamado, lambido, publicado pela Companhia das Letras... Eu pergunto, tem algo no livro que eu não vi? Fiz um esforço para terminá-lo. Tá certo. Ao menos ele consegue escrever um romance, mas é para estar entre os badalados novos autores?


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Está bem. Não consigo escrever um romance. Estou escrevendo algo que não sei como denominar, fragmentos, histórias soltas sem começo, meio e fim. É mais ou menos assim, uma Polaroid de momentos, imagens escritas. Você vê um casal, ou uma mulher solitária ou um guri espiando duas belas garotas tomando sorvetes numa tarde de sol e o senhor Emerson escreve algo. Claro, nada existe. Esse negócio que não sei o que é chama-se Cidade Fantasma. Fragmentos da vidas de pessoas, personagens engolidas por essa cidade que também não existe, ou exista e seja apenas mais uma cidade como tantas outras. Depois junto tudo e formo algo que não é romance, não é contos. São retalhos, fragmentos de histórias como se fossem tiradas por uma Polaroid.

21/09/2009

Allan Sieber


Recebi o convite para mais um lançamento do cartunista Allan. O lançamento será no Rio de Janeiro. Gostei da capa do livro. Como já disse anteriormente nesse blog, gosto do trabalho do Allan. Mais um livro para rir um pouco com suas piadas. Vou ver se consigo o livro para ler.

16/09/2009

fantasma

Outra vez
cinzeiro fantasma
copo fantasma
cidade fantasma
mulher fantasma
saudade fantasma

08/09/2009

Pernas de Aço

Foto de Luiz Filipe Ogro

02/09/2009

Os grandes

Eu não vi um Van Gogh,
um Velásquez,
um Toulouse -Lautrec.
Não vi os grandes e talvez não verei.
Eu não me perdôo.

25/08/2009

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13/08/2009

Allan Sieber


Clique na imagem para ler. Claro. Visitando o blog do Allan acabei descobrindo mais uma oração para a lista de orações que faço. Grande Allan.

12/08/2009

Agosto

O mais importante era aquilo. Uma Colt 45 na cintura, escodida sob o casaco. Lola andava pelos corredores do supermercado a espera. Pintava os lábios de um vermelho berrante, pegava batatas fritas, cerveja, refrigerante, cigarros. Depois atravessava o centro da cidade até seu apartamento. Solitária com a tv ligada devorava tudo com a Colt sobre o criado-mudo.

01/08/2009

Wayne

- é você?
- sim, sou eu.
- onde estava?
- por aí.
- huumm.
atravessou a sala e foi para a cozinha. andou como John Wayne. abriu a geladeira e bebeu um copo d'água.
- o dia logo vai amanhacer - disse.
- você vem pra cama?
- claro - respondeu. - vou apenas fumar um cigarro antes.

30/07/2009

sub-literatura

Apesar de eu não conseguir escrever mais, um e outro aparecem por aqui. Talvez atrás da minha não literatura, ou da minha sub-literatura ou as duas coisas juntas. O negócio é que não tenho escrito mais nenhum continho e assim, claro, não tenho publicado.
Gracias, amigos.

Assassinos S/A Volume II

Buenas, vou participar da coletânea de contos policiais Assassinos S/A Volume II. (Ed. Multifoco), não como "escritor" mas como ilustrador. Sim, o velho Wiskow não vai escrever nenhum conto policial, vou ilustrar um ou dois contos de outros escritores. Vou tirar a caneta da gaveta.

22/07/2009

twitte

Tá certo, tô lá. Quem desejar seguir. http://twitter.com/emersonwiskow
Enquanto isso, nada de novo. Semana passada fui convidado para participar de uma Antologia, um projeto bacana. Ainda não respondi se aceito, estou sem tempo para escrever. Teria que escrever um conto policial, a idéia me agrada.

11/07/2009

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Batman?

09/07/2009

Medusatecnicólor



Antigo quadro que fiz. Arte digital. Produzi alguns que se perderam com o tempo, dei para amigos, parentes. Só restou este. Acho que faz seis, sete anos criei este quadro. Depois abandonei completamente essa história de criar imagens. À vezes passa por minha cabeça voltar a fazer algumas criações assim. Buenas, é isso.

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carmem sorria. Sorria sempre com olhos tristes. Deixava aquelas pernas ali sobre a cama, vermelha, fios puxados, rasgada. Fumava um cigarro de canela, sempre. Cheiro ruim. Contava algumas histórias e depois tirava a roupa. Nunca deixava nada. Carlos ouvia irritado. Gostava da meia-calça, das coxas. Carmem sorria e pedia boleros.

07/07/2009


Como eu disse antes, fui dar uma zanzada na Feira do Livro de Canoas. Aproveitei para assistir a palestra do escritor Luiz Ruffato, autor de Eles eram muitos cavalos. fui lá e peguei um autógrafo do cara no livro Eles eram muitos cavalos que meu amigo Mario Telmo havia me presentiado.
Não lembro o que eu disse para Ruffato. Não lembro o que ele disse. Pensei em falar que "escrevia", que tinha um blogue onde publicava alguma coisas. Mas decidi não falar nisso. Imaginei ele pensando: Bah, mais um com esse papo de eu também escrevo. Fiquei na minha. Gostei da opinião dele sobre a nova literatura, a nova cara do romance. Aspectos que ele usou no Eles... algo não tão linear como os romances tradicionais. Buenas, também penso assim. Assim que usei um pouco disso no meu La Revancha Del Tango.

30/06/2009

Cidade Fantasma

22:04 - Noite Terça-feira

Mioko observa enquanto espera sua Fanta Uva, lá fora uma suave brisa lambe à todos como adagas afiadas.

24/06/2009

Motel

23/06/2009

Está acontecendo a 25ª Feira do Livro de Canoas. Pretendia dar uma passada por lá no domingo já que nesse dia estaria o Lourenço Mutarelli autografando e depois daria uma palestra. Mais uma vez o senhor Wiskow perde tudo e cada vez mais recluso não foi. Admiro muito o trabalho do Mutarelli, estava bem afim de conhecê-lo. Buenas, segunda-feira consegui aparecer por lá para ver a exposição internacional de quadrinhos que está acontecendo na Feira. Encontrei meu amigo Mario Telmo que está ajudando na organização da Feira e está por lá trabalhando. Primeira coisa ao encontrá-lo fui malhado por ele por não aparecer no domingo e ter assistido a palestra com o Mutarelli e ir almoçar com eles. A turma da organização da Feira e o próprio Mutarelli, claro que lamentei. Depois Telminho me apresentou o Allan Sieber que também estava por lá autografando e palestrando. Meu velho amigo me chamou:
- Emerson, quero te apresentar o Allan.
- Tudo bom.
- Tudo bom.
Apertos de mãos.
- Esse é meu amigo que te falei que é da antiga, quando tentamos publicar uma revista de quadrinhos. - disse Telmo para o Allan.
- Publicar quadrinhos é foda. - disse Allan.
- O Emerson publicou um livro pela Mojo.
Nesse momento pensei que o Allan diria algo como, What?!!
Trocamos meia dúzia de palavras e depois cada um foi para seu lado. Allan pareceu simpático, acessível. Continuei por lá olhando a exposição, mais tarde com chuva e frio, eu, Telmo e outro amigo fomos para um bar beber um café. Conversamos sobre quadrinhos, desenhistas e rimos olhando os cartuns do Allan no livro autografado do Telmo. Gosto dos cartuns do Allan por ele estar fora dessa onda ultramegapoliticamentecorreta que paira soberana por aí.

22/06/2009

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Café, café e cigarros. Não consigo escrever mais nada. Assisti um filme dinamarques no fim de semana. Bom filme. Bom filme. Mais café, mais cigarros e nada.

10/06/2009

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Vento gelado no meio da noite. Na manhã seguinte Jonas reclama dos estragos enquanto suas narinas são invadidas pelo cheiro de bosta de vaca molhada pelo orvalho. Uma caixa de papelão úmida e desbeiçada ao lado de uma árvore sustenta um sabiá laranja que espia despreocupado as coisas ao seu redor. O vento continua assobiando no Sul.

Iggy Pop Préliminaires





Taí um cara que gosto, Iggy Pop. Estou louco para ouvir seu novo Cd Préliminaires. Eu deveria escrever minha nova micro-novela inspirado nesse disco. Talvez eu escreva uma.

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05/06/2009

Kung Fu

Morreu David Carradine. O mitologico Kung Fu do seriado que misturava arte marcial e western. Assisti muitos desses filmes, adorava e claro, ficava fascinado pelos golpes do cara e como ele derrotava os bandidos. No fim ele solitariamente deixava a cidade e partia sem rumo entre a poeira do Oeste. Carradine andava suido até que Tarantino resgatou o cara em “Kill Bill”.
Ontem David Carradine foi encontrado enforcado num quarto de hotel

03/06/2009

Minha próxima micro-novela terá como pano de fundo, trilha sonora a banda Nouvelle Vague.

02/06/2009

Allan Sieber


Fiz uma visita ao site do Allan http://talktohimselfshow.zip.net/e encontrei essa tira. Achei engraçada, o tipo de piadinha cretinha, mas que são engraçadas. Há muitos anos trabalhei num pequeno jornal no mesmo prédio que o Allan trabalhava. Ele publicava umas tiras em outro jornal concorrente, os dois jornais ficavam no mesmo prédio e no mesmo andar. Na verdade ele apenas aparecia por lá para entregar sua tira ou cartum, eu fazia diagramação no jornal concorrente e algumas ilustrações. Nunca nos falamos, encontrei o cara uma ou duas vezes no corredor do prédio. Ele já era meio conhecido, eu "conhecido" por meia dúzia de pessoas da cidade. No resto anônimo total assim como continuo. Buenas, o cara foi pro Rio de Janeiro e se deu bem. É conhecido em todo país, pubica seus quadrinhos e blá blá blá... Gosto do cara, do seu trabalho, gosto das suas piadas escrachadas, sem frescuras.

30/05/2009

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Não fui um daqueles caras que logo se descobriram "escritor", aqueles garotos precoces e inteligentes que aos 12 anos de idade já escreviam poemas, nem mesmo fui um universitário que aos 22 escreveu um grande romance. Na verdade não sou formado em nada. Não era rodeado por esses caras, não tinha uma turma de genios que escreviam e formavam uma turma cool. Eu passava meu tempo jogando futebol na várzea ou matando passarinhos e lagartos no campo. Tínhamos alguns amigos mais, um grande senso de pervesidade com aqueles animalzinhos. Também gostávamos de olhar revistas pernográficas e as calcinhas das garotas da rua. Mesmo sendo os caras que não comiam ninguém. comecei a escrever com quase trinta, antes, eu pensava em ser um cartunista. Coisa que não consegui por falta de talento e outras coisas. Então coemcei a escrever umas coisas e decide que talvez pudesse me tornar um escritor. Hoje já não tenho tanta certeza, e vejo a literatura fugir, mesmo a minha simples literatura. Como vêem, acho que isso é uma grande brincadeira.

Um monte de nada

Ligou o carro sob aquele sol infernal e deu a partida no velho Fusca 78. "Atravessar desertos é uma merda. Um monte de nada" pensou. Colocou uma fita-cassete e com o volume ao máximo ouviu Born To Be Wild. Jack o quebrou ao montar aquela motocicleta e sair por aí com o vento batendo-lhe no rosto. Stepen Wolf o fez pensar que poderia ser um franco atirador.Kerouac embriagado, atravessando a América, dormindo com mariposas e anotando seus sonhos enquanto em algum quarto pequeno, triste e decadente, um velho escreve contos sujos para a Xota. Garrafas de cerveja vazias se amontoam num canto e tudo se embriaga de solidão, tédio e desespero.O Fusca dá o máximo de si. O pedal do acelerador beija o assoalho empoeirado do carro. Porto Alegre agora é uma miragem que desapareceu no horizonte como um fantasma capenga.Quando criança, antes mesmo de assistir Jack e seu parceiro com suas motocicletas em estradas sem fim, antes de ouvir Born To Be Wild, Carlos ouvia estórias sobre os desertos gaúchos. Depois de ouvir tudo aquilo, sobre os homens que morriam de sede, que se perdiam e eram picados por serpentes sob um sol escaldante, Carlos ia para a janela de sua casa com mil imagens e pensamentos em sua cabeça. Lá fora vaga-lumes, grilos, besouros e outros insetos pareciam enlouquecidos na escuridão. Carlos observa os insetos, as folhagens, a grama verde, os campos e as árvores que cercam tudo. Tudo inacreditavelmente verde, úmido do orvalho da noite e gotejando vida por todos os lados. Carlos não podia acreditar nos desertos gaúchos, mas nunca conseguiu esquecê-los.O motor do Fusca roncando grotescamente sob o chão árido do deserto. O sol queimando a lataria do carro, a retina dos olhos de Carlos, os pedregulhos, a rala vegetação. Pequenas pedras saltavam para os lados como se tivesse vida, enquanto Carlos zunia com seu automóvel. Horas se passaram e Carlos continuava sem parar. "Um monte de nada", voltou a pensar olhando para a paisagem crua.Sem saber o motivo Carlos sentiu vontade de dar um cavalo de pau no meio daquele deserto. "Ninguém atravessa um deserto sem dar um cavalo de pau", pensou Carlos com a garganta seca. Carlos acelerou o que pode, o velho Fusca rosnou como um valente monstro cansado, o toca-ficas esgarçando Born To Be Wild e tudo sacolejando e poeira e pedregulhos voando e ele com a mão grudada no freio de mão. Então o caralho do Fusca valente girou, girou, girou e tudo rodava rápido demais aos olhos de Carlos e uma nuvem de poeira engoliu tudo. Com um forte solavanco tudo parou de girar, menos a cabeça de Carlos e a poeira invadiu seus olhos e garganta e ouvidos e então ele deu uma grande gargalhada e olhou para a noite que despencava no horizonte daquele fodido deserto gaúcho.

27/05/2009

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Estou tentando escrever a minha micro novela (ainda sem título). Alguns personagens se formam na minha cabeça. Uma dela será uma mulher chamada Hidra, ainda não sei ao certo qual o papel dela, o perfil. Tudo vago ainda. A escrita foge de mim. passei um tempo ontem na frente do computador, fumando e nada. Escrevi uma frase apenas.

26/05/2009

Sem sentido

W.

Adeus, Tia Chica!

Taí, mais uma revista de quadrinhos lançada por aqui. A "Adeus, Tia Chica!". Bela ilustração de capa, parece ser uma revista interessante, além de ser sempre bom lançamentos de revistas novas de "novos" cartunistas, escritores. A turma dessa revista vai lançá-la em Buenos Aires. Não, o senhor Wiskow não vai. Acho que ando frequentando os bares errados, nunca sei de nada, nunca publico nada, quando vejo surge alguma nova publicação e aqui estou eu parado.
Buenas, quem mandou frequentar apenas bares de quinta.

22/05/2009

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Oito da noite.
Quinta-feira.
A mulher que montava. Era certo que outras faziam aquilo. Certo, mas em particular eu tinha certeza que era o que ela mais gostava de fazer. Sentia ela renunciar a tudo ali em cima. Eu era apenas uma vara, uma vara apontada para o céu sentindo toda umidade dela. Mesmo um Wolverine ficaria sem ação nenhuma, rendendo-se ao seu cavalgar alucinado.

Bukowski


20/05/2009

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Susy sorria e dizia, nada que um Mastercard não dê um jeito. Marcos perguntou mesmo sabendo a resposta. Vocês aceitam cartão aqui? Susy sorriu novamente. Amor, aqui aceitamos tudo. Posso chamar mais uma garota? - completou, ela.

19/05/2009

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Ana tinha certeza que um monstro emergeria das águas daquele rio. Ela sentava por ali, próxima a margem e ficava observando o silêncio. Como Maiko, Ana esperava por monstros.

15/05/2009

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Mister Hollywood ouviu o chamado. Melhor, chamou. Estavam algumas garotas lá, colocaram seus uniformes. Algumas roupas de animadoras de torcida. Mister Hollywood adorava o show, ele era o show e não se importava muito. Elas sabiam que quando ele as chamava era diversão na certa.

11/05/2009

Cidade Fantasma

Coca-cola. Garotas desfilam pelas calçadas despreocupadamente. Conversam e riem enquanto outras duas bebem mais um gole no fim-de-tarde e planejam assaltarem um banco. Uma pergunta para a outra: - Você tem uma arma?

08/05/2009

O velho caminhão

O velho passava sempre nas sextas, vinha com seu caminhão deixando um rastro de poeira amarelada. Eu imaginava um caminhão fantasma ao vê-lo. O motorista era um velho simpático de barba desgrenhada, branca e suja. Vendia verduras naquele caminhão. Eu ficava observando do portão ele se aproximar ao longo da estrada, parecia algo mágico. O sol iluminando tudo, a luz refletindo sobre a lataria, janelas, a poeira dançando como cavalos loucos. Minha mãe gritava pra mim fazer sinal para para-lo e ela poder comprar suas verduras e frutas. Eu o aguardava proximar-se o suficiente para chamá-lo com o coração na mão.
N. S. Rita - RS

05/05/2009

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As noites são quentes e abafadas. Dia após dia. A semana inteira está sendo assim. Fico acordado até as três da madrugada, deixo a televisão ligada enquanto leio e paro por alguns instantes para ouvir os sons que os morcegos fazem no forro da casa. Então me certifico que a velha espingarda está onde a deixei e fico na espera que algum morcego surja e eu possa acertar um deles.
N.S. Rita - RS

30/04/2009

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A fumaça azulada do cigarro dança por todo o quarto. Ao longo ouço o som do velho trem de carga atravessado a noite e me fazendo imaginar um trem fantasma. Cinzeiro fantasma, café fantasma, paredes, assoalho. Dou mais uma tragada no cigarro e e fico quieto para ouvir melhor o barrulho do trem atravessando anoite sobre os trilhos empoeirados, o chão salpicado de pedras, por entre as árvores e debaixo da noite clara e estrelada.
N. S. Rita

Zine Brasil



Saiu o site Zine Brasil uma "matéria" sobre o livro Bar do Escritor, que participo com quatro contos (não lembro ao certo se são três ou quatro) e também fiz a capa. Ah, pena que colocaram a capa errada, foi um modelo que fiz antes de ser aprovada essa que posto aqui. Para quem desejar conferir é só ir lá no site http://zinebrasil.wordpress.com/2009/04/29/bar-do-escritor/

26/04/2009

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O Tigre Desbotado.

PICABU




PICABU, nova Revista de quadrinhos. Fico feliz sempre que é lançada uma nova revista em quadrinhos, essa com a participação do cartunista que eu gosto muito do trabalho, Rafael Sica. Falando nisso estamos amadurecendo, eu e uns caras, lançarmos uma revista em quadrinhos. Uma idéia antiga, faz tempo, muito tempo que não desenho HQs. Ainda estamos na fase de reuniões, de pensarmos a revista.

23/04/2009

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pedro Juan Gutiérrez. às vezes esquecemos de caras que gostamos de ler, faz tempo que não leio os livros do cara. Pretendo ler o seu O nosso GG em Havana. O primeiro livro de Pedro Juan que li foi Trilogia suja de Havana. Peguei e não consegui mais parar, desde então ele tornou-se um dos escritores que sempre me dava prazer em ler, um desses que tu sempre quer ter em sua estante. Como já escrevi em outra oportunidade, foi com surpresa e alegria quando descobri em seu site uma simples caricatura que fiz do escritor cubano. http://www.pedrojuangutierrez.com/Galeria6.htm

ZINE







Finalmente terminei de diagramar e fazer a criação gráfica do Zine Literal. Isso estava me atormentando. Bom, está aí. Vai ser impresso em "xerox" como os velhos zines. Também tem um micro conto meu. O Zine circula em Sampa, Aqui, e não sei mais onde. A idéia do zine surgiu entre alguns integrantes de uma comunidade no Orkut.
Feitoria lomba grande!

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Mesa.
Um bule de café preto. Cinzeiro. Café.
11hs da noite. E no apartamento ao lado uma mulher grita insistentemente afirmando que seu marido não é mais o mesmo. Meia hora depois mais barulho, sussuros e gemidos.
Carlos bebe um gole de seu café e traga seu cigarro.

19/04/2009

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O preço do meu cigarro aumentou para quase cinco reais. Foda, esses caras estão pensando que sou um Onassis? Minha mulher diz para eu parar de fumar. Agora ganhou mais um argumento. Foda.
-Emerson Wiskow, pare de fumar. Pare de fumar!! - Sua saúde..., você vive sem dinheiro e gasta com esta porcaria de cigarro.
- Ok, ok - digo eu, pensando em como viver sem o prazer de uma saborosa tragada.

17/04/2009

Box

Ok, Marcos, Júlio. Acho que vocês estão fodidos. Aquela coisa toda só podia dar merda.
Se ao menos eu fosse o Lanterna Verde!
Caralho, e você falando uma merda dessa.
Vamos falar com o velho do 302, o escritor.
Aquele velho é louco.
E daí, se for... ele parece sempre saber o que fazer.
Não passa de um velho solitário que escreve livros ruins.
Você já leu algum?
Tentei ler. O velho disse que eu iria gostar do seu livro.
E aí?!
Uma merda.
Nós estamos fodidos.
Se ao menos eu fosse o Lanterna Verde.

15/04/2009

thingsmag


Saiu a edição 7 da revista thingsmag http://www.thingsmag.com.br/, nessa edição com um conto de minha autoria. A revista continua bacana e de cara nova.

14/04/2009

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Realmente não tenho vergonha na cara. Como não ando escrevendo mais nada, pequei alguns textos mais que publicados e voltei a postá-los aqui. Eu deveria escrever coisas novas, deveria, mas estou sem tempo, sem talento...

Eu dançaria se soubesse, Lili

Eu não sabia dançar. Não sei. Por mais que Lili tentasse me ensinar. Ficamos assim por algumas semanas. Ela colocava música e me enrolava em seus braços. Boleros.
- Os Machões não dançam - eu disse, referindo-me ao livro do escritor Norman Mailer.
- Hahaha... Você é um idiota.
- Sim..., na maioria das vezes - eu respondi.
- Assim não dá, desisto! - ela disse.
- Eu falei que não consigo aprender. Como escreveu o Norman: Os Machões não dançam.
- Ah, pare com isso! Esse Norman não sabe de nada.
- Acho ele um bom escritor.
- Não sei, não quero saber...
- Está bem Lili. Vamos parar, eu desisto.
- Mas não entendo, fica ouvindo esses boleros e não sabe dançar.
- Não importa, os boleros são pelo meu coração partido.
- Ha,ha,ha... Você? Comigo esse papo não rola, neném.
- Lili, faça um café pra mim, por favor. As mulheres despedaçam meu coração.
- Acredito..., não sei como trato você tão bem. Lili andou em direção ao fogão. A bunda grande requebrando sob o tecido do leve vestido floreado. Era linda. Era um senhor corpo. Um pardal pousou na janela. Um canário amarelo como um girassol. Acendi um cigarro e esperei o café.

Você é um cara incrível, Joe!

- Os brutos também amam..., Joe!
- Você é um cara incrível Joe... hehehe... Incrível, incrível, incrível!
- Cala a boca Júlio. Cala a boca e leve tudo que puder, antes que alguém nos veja roubando a merda deste bar!
- Joe, se você visse os olhos daquela garota... Eram azuis, azuis... Era a coisa mais linda que já vi.
- Cala a boca, Júlio! Vamos dar o fora daqui!
- Está certo. Peguei algumas bebidas também, Joe. Vamos...
- Ei, pegue algumas flores para sua garota!
- Você é um cara incrível, Joe! Incrível, incrível, incrível...!!

O primeiro dia de primavera

Ernie serviu-se de mais um pouco de café. Estava calmo e sereno como um cão vira-latas tomando banho de sol numa manhã preguiçosa. Pela primeira vez em anos ele comia novamente ovos mexidos no café da manhã. Ernie passou margarina no pão, depois deu uma dentada e bebeu um bom gole de café. No rádio o locutor anunciava um belo dia de céu limpo, sol e temperatura agradáveis. Ele sabia que era o primeiro dia de primavera. Era uma segunda-feira. Ernie olhou a passagem para o México e sorriu satisfeito. Ele tinha feito um bom serviço, mesmo sendo aquela sua primeira vez. O locutor continuou dando as notícias do dia e então Ernie se levantou e tirou da estação de rádio para colocar uma fita-cassete.Ele gostava de ouvir Bach e naquela manhã ele achou-o especialmente fabuloso. Após terminar o café, Ernie fumou um cigarro, olhou através da janela e observou o dia iluminado lá fora. Uma grande e agradável sensação e bem-estar percorreu seu corpo. Ernie pegou a passagem sobre a mesa e entrou no quarto. Ele colocou algumas coisas numa velha mala, e antes de partir, deu uma última olhada na sua mulher morta sobre a cama.

Seu Velho!

- Pare de fazer merda seu velho do caralho!- gritou ela.
- Aaah, garota. Eu não consigo. Sempre acabo fazendo merda.
- Você não pode evitar, seu idiota?
- Eu tento..., mas sempre acaba acontecendo. De uma forma ou de outra.
- Você é um imbecil! Como pude me casar com um imbecil?
- Realmente eu não sei, garota. Acho que é porque você também não parece ser muito esperta. Agora, por favor... Deixe eu ler meu livro em paz. São quase uma hora da madrugada.

Os Homens sob o sol

Quase que diariamente eu passo por lá, faz parte do meu trajeto enquanto estou indo para o meu trabalho. Enquanto estou indo fazer minha parte para no final do mês receber minha migalha. Estou no ônibus e num certo momento, num certo lugar o ônibus passa por eles. Por uns homens, cinco, seis... Não sei ao certo em quantos são, sei que não são sempre os mesmo. Eles estão apenas lá, com suas roupas puídas, gastas, velhas. Estão fumando e rindo, barbas por fazer, cabelos desgrenhados. Parecem não terem muita sorte. Estão lá com suas sacolas de supermercado onde trazem suas coisas. Parece que estão esperando por algum "bico", talvez carregar algum caminhão para conseguir uns trocados. São feios, homens duros e quebrados. Vejo passar de mão em mão uma garrafa plástica com bebida. E eles bebem a bebida, fumam e riem. Gesticulam enquanto esperam e conversam. Conversam e riem. O mais assombroso é a tranqüilidade que parecem ter mesmo com tanta dureza. Não possuem belas mulheres, não possuem dinheiro, casa própria. Nada. Estão apenas lá, esperando alguma coisa sob o sol.

O sorriso de Ernest

Era uma cidadezinha muito triste, perdida no meio do nada, rodeada por pedras e arbustos. Tinha apenas um bar e os homens se reuniam, especialmente nas noites de sexta-feira. O velho Ernest gostava de ir beber e fumar seu charuto sem dar muito papo para ninguém. Certa noite Ernest não apareceu. Todos estranharam sua ausência. Mesmo não sendo muito de conversa, Ernest fazia parte daquilo. Do bar, das noites de sexta-feira e da solidão do lugar.A noite ia quente e pegajosa, arrastando-se madrugada a dentro e o assunto não era outro senão a ausência de Ernest.Então, no meio da madrugada Ernest entrou porta a dentro. Todos pararam de beber, fingiram não ligarem ao vê-lo entrar, mas o silêncio reinou no lugar. Ernest trazia consigo uma mulatinha. Uma pequena e jovem e macia mulatinha. Aparentava não mais que quinze, talvez dezesseis anos de idade. Ernest entrou silencioso e procurou seu canto no bar. A mulatinha seguia ao seu lado. Ernest segurava sua pequena mão. Ela desfilou tímida até a mesa, o corpo desenhado e fresco. Usava uma velha calça de jeans que marcava sua bela bunda. Os homens olhavam enquanto os dois sentaram. Ernest ignorou à todos e sorriu para a mulatinha depois de sentarem.- Quer uma cerveja, boneca? - perguntou Ernest com uma leveza que deixou todos espantados. Ernest era um homem rude de aparência, mãos grossas e calejadas, de pouquíssimo sorriso.A mulatinha sorriu tímida. Um sorriso de anjo e ao mesmo tempo sensual. Era muito bonita, os dentes muito brancos e lindos.- Sim. Vou querer.Ernest chamou o velho garçom.- Traga uma cerveja para nós. Bem gelada, que queremos matar a sede.- Mais alguma coisa? - perguntou o garçom sem conseguir disfarçar os olhares gulosos para a mulatinha.- Traga também algumas batatas fritas. Minha garotinha de deve estar com fome.O garçom olhou para ela. A mulatinha acendia um cigarro.- Você não deve fumar, neném - disse Ernest.- Ora, Ernest. Você me conheceu fumando e fumando continuarei.Ernest sorriu.- Está bem, querida.O garçom trouxe a cerveja e as batatas fritas. Os dois beberam e comeram com vontade. A mulatinha atraía a todos. Era muito sensual. Tinha volúpia nos olhos. O decote mostrava a pele linda e morena, brilhava. Tinha os seios médios e os bicos marcavam a blusa verde colada ao corpo.Ficaram todos imaginando e se perguntando de onde Ernest havia conseguido aquela garota. Invejavam, mas falavam uns aos outros que Ernest estava ficando louco. Uma aparecer com uma garota com não mais que dezesseis anos de idade. E vestida daquela maneira, com aquelas roupas que mais parecia de uma prostituta de estrada. Aquelas roupas coladas ao corpo. Mostrando os peitos, fumando e bebendo ali no bar dos homens.Ernest não estava respeitando a memória de sua falecida mulher. Fazia mais de dez anos que ela morrera e desde então Ernest vivera solitário. Trabalhando como um burro de carga, um desgraçado. Sorrindo muito pouco e voltando para casa sozinho depois de beber no bar todas sextas-feiras.Ernest percebeu os olhares, os cochichos, tudo. Percebeu os olhares de reprovação, e também os de desejo sobre sua mulatinha. Ernest pegou mais algumas cervejas, comprou cigarros e mais comida. Pagou tudo e foi-se embora com sua mulatinha Ao saírem do bar de mãos dadas, Ernest olhou as estrelas naquela noite quente. Ele mal continha o sorriso no rosto.

MAIS SILÊNCIO

- ei...
- fala!
- está muito quieto aqui!
- sempre foi assim...
- hoje está muito silencioso...
- passa a garrafa.
- sabe... nós não vencemos...
- é... você tem razão
- ei...
- fala!
- nunca isto aqui esteve tão quieto.
- sempre foi assim...
- você tem razão. passe a garrafa.
- nós não vencemos.
- muitos não vencem.
- porra! não deveria ser assim.
- sempre será!

12/04/2009

Comentários

Quando recebo algum comentário sobre meus textos em algum lugar, um comentário falando bem, fico em dúvida em publicá-lo aqui. Auto promoção, não sei se pega bem, mas sei que os caras fazem isso e penso que também é uma forma de agradecer as pessoas que se dispuseram livremente a escrever um elogio. Publico então alguns comentários sobre o meu LA REVANCHA DEL TANGO no site da MOJO http://mojobooks.virgula.uol.com.br/mojo_inteira.php?idm=276


Rosa Cardoso
12/04/2009 08:04
Conheço os textos do Wiskow através da comunidade Bar dos Escritores no Orkut. Viciei.

márcio fernando santiago calixto
11/04/2009 11:04
Conheci Emerson e seu texto ainda na época das Bagatelas, e seu texto sempre teve força e bom gosto (mesmo que ele não soubesse disso). Esse e-book é a demonstração de alguém que pode ter certeza de sua força e que merece traçar outros ares. (Márcio Calixto)

Giovani Iemini
01/04/2009 14:04
Ótimo. wiskow tem uma Ótima verve, lembra o velho buk com seus textos calorentos, esfumaçados e cheio de gostosas. sou fan.

Gracias!

11/04/2009

Cidade Fantasma


Ramón. Cidade Fantasma.
- Ramón, Ramón...
- ...
- Ramón, sirváse rápido e depois limpe aquilo lá atrás.

Quatro Irmãs

Eram quatro irmãs muito velhas. Júlia, Inês, Gorete e Silvia. Silvia e Júlia casaram cedo demais. Com 14 anos já eram donas de casa e viviam para seus maridos. Numa conversa de fim-de-tarde, sob a sombra fresca de uma grande árvore decidiram em comum acordo viverem sozinhas. Estavam cansadas. Gorete e Inês, ainda solteiras, perambulavam pelos bares e bailes de Porto Alegre. Viviam na capital e sempre que falavam por telefone com suas irmãs tentavam demonstrar como estavam felizes. Era mentira. Estavam solitárias e também cansadas. Bebiam muito e choravam escondidas. Depois da conversa que tiveram naquela tarde, Silvia e Júlia ligaram para Inês. Inês dormia esparramada sob a cama. Lembrava uma massa sem vida. Vestia uma camisola suja e transparente, as tetas gigantescas mal cabiam ali. Depois de muito tocar o telefone Inês finalmente acordou. Balbuciou algumas palavras inteligíveis e só então percebeu que era sua irmã Júlia. Tentou recompor-se rapidamente. Júlia disse que estava com Silvia e que elas decidiram separar-se de seus maridos. Gorete, que morava com Inês não estava em casa naquele momento e quando chegou à noitinha Inês arrastou-se até ela e comunicou a novidade. Primeiro Gorete não acreditou, mas ao perceber a inquietação e Inês percebeu que era verdade. Silvia e Júlia se juntariam a elas. Naquela noite Inês e Gorete não saíram. Nada de bailes e bares. Atravessaram a noite fumando e intercalando cerveja e chimarrão. Estavam excitadas. Uma semana depois um táxi para em frente à casa de Gorete e Inês. Uma casa grande e velha. Gorete gritou e chamou Inês ao ver Júlia desembarcar do taxi, logo após, outra pessoa saía do carro com dificuldade. Era Silvia. O taxista ajudo-as a colocar as duas grandes malas dentro de casa, junto com outras menores. Depois de dispensarem o taxista e dos tradicionais abraços Silvia abriu uma das malas e mostrou Romeu. Pedaços dele. Tudo dentro de sacos plásticos. Júlia confessou que havia feito o mesmo com seu marido. No meio da noite as quatro cavaram um buraco no pátio e um mês depois esqueceram os maridos.

10/04/2009

LA REVANCHA


Pois bem, fiquei surpreso ao saber que o LA REVANCHA DEL TANGO lançado pela Mojo Books (http://mojobooks.virgula.uol.com.br/catalogo.php) em menos de um mês foi "baixado" 1159 vezes. Estou mais que satisfeito, sinceramente pensei que não chegaria a 30. Gracias, Muchas gracias!

08/04/2009

LA REVANCHA DEL TANGO

Mais um pequeno trecho do meu LA REVANCHA DEL TANGO

"Lembro das mulheres que não conheci. Abro a geladeira para pegar uma bebida. Encontro apenas uma garrafa de Coca Light. Como Juliana consegue beber isto? Tento beber um gole, desisto, pego o maço de cigarro sobre o sofá e espio a cidade lá fora enquanto a suave brisa da noite lambe meu rosto. Fumo um cigarro enquanto penso nas coisas e tenho vontade de usar um chapéu panamá ".

06/04/2009

Quem quer ser um milionário?



Não vou escrever uma resenha. apenas escrever algumas palavras, dar uma dica para quem não assistiu Slumdog Millionaire "Quem quer ser um milionário?" Assista.

A forma da narração do filme e como o personagem tem as respostas das perguntas gravadas em sua mente, eu achei uma tremenda sacada do autor ou roteirista. Gosto desse tipo de narrativa. Direção: Danny Boyle Roteiro: Simon Beaufoy, baseado em livro de Vikas Swarup. Claro, fiquei interessado em ler o livro para ver como o autor desenvolveu a história no livro. É uma história de amor, de amor de da estupidez humana.

02/04/2009

The Wrestler








Bom, há algum tempo venho observando algum material sobre luta livre. Nenhuma grande pesquisa, mas o negócio é que assisti um documentário sobre a vida dos lutadores nos Estados Unidos, México, lugares que o estilo tem muitos fãs, um estilo de vida. Principalmente no México, a loucura que envolve tudo isso, a vitória, o fracasso, os personagens que eles criam, as máscaras. Bom, pensei em crirar um personagem e usá-lo em alguma HQ, ou colocá-lo em contos, em algum livro. Algum personagem que surgisse mesmo que rapidamente em alguns contos meus. Buenas, então surge o filme The Wrestler com Mickey Rourke, foda. O filme só me deu mais vontade de criar essa coisa. Um lutador de luta livre que apareça em algun contos meus e o velho Mickei tá foda.

29/03/2009

LA REVANCHA DEL TANGO

Saiu meu ebook. Ficou bonito, gostei, gostei do produto final. A Mojo Books vem se destacando nesse segmento de mídias alternativas, seus ebooks são muito bem feitos, capas bonitas, diagramação. Bom, acho que vale a pena ir lá e baixar para lê-lo. Ah, a história coloco um trecho aqui:
Primeiro dia. Sem música, apenas um quase silêncio. Melancolia. A Cidade Fantasma é uma merda. Assim continuará. O maior símbolo da Cidade Fantasma é um avião numa praça morta.O apartamento é minúsculo e sobre o sofá está um maço de cigarros e o livro Crazy cook, de Henry Miller. O galo louco, o pau louco, o cacete louco de Miller. Um tempestuoso triângulo amoroso que leva o escritor ao desespero.Concluí que não gostaria de estar na pele de Henry Miller. Passo a vida evitando mulheres loucas, mas nem sempre consigo.Lembro de um tango de Astor Piazzolla, de mulheres usando leves vestidos que deixam escapar longas e lindas pernas quando dançam.

26/03/2009

Bangalô

Quarto 203.
- Sim...
- Tem uma mulher lá embaixo, na portaria...
- Sim...
- Ela disse que conhece você, que você está esperando...
- Como ela é?
- Estranha...
- Estranha?
- Sim, estranha...
- Você está esperando alguém?
- Não.
- Ela se parece com uma dessas garotas...
- Que garotas?
- Dessas que se pagam, que alguns homens pagam.
- Hum.
- Você pagou pra ela?
- Como assim?
- Você paga para ela, para ter... sexo com ela.
- Não...
- Ela disse que conhece você.
- Ela falou algo mais, seu nome?
- Dora...
- Dora... porra, como essa maluca me encontrou aqui?!
- Então você a conhece?
- Sim.
- Você paga para ela, ela se parece com essas garotas...
- Eu não pago para ela, é apenas uma amiga. Diga para ela subir.
- Ok.

Lançamento: Bar do Escritor

Saiu o bichinho. Fiquei sabendo ontem, o livro Bar do Escritor está pronto, a gráfica entregou ontem. Agora começa a distribuição e tudo mais. Sei que haverá lançamento em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Porto Alegre não sei, talvez um encontro num bar com os escritores que publicaram no livro. Parece que são três ou quatro aqui do Sul, estou entre eles. Buenas, são 2500 exemplares, quero apenas pegar meu livrinho e guardar como lembrança. Guardo dois ou três. Torço que o livro venda, sei da dificuldade que foi para esse livro sair. Espero que tenha algum sucesso, essas coisas todas. É um livro com vários autores, com variadas histórias... Vamos ver. Uma coisa, o livro praticamente ficou pronto no mesmo tempo que meu ebook será publicado pela MOJO. Dois lançamentos colados um ao outro, num ano em que o conto me abandonou.

24/03/2009

La Revancha del Tango


Sai domingo próximo a novela que escrevi inspirada pelo grupo Gotan Projet, La Revancha del Tango. MOJO BOOKS (http://www.mojobooks.com.br/)

20/03/2009

The Spirit


Taí, chegou o filme THE SPIRIT. Acho que vale, quero assistir. Adaptação da série de quadrinhos criada pelo fodão Will Eisner, um dos mestres dos quadrinhos. Nunca fui muito fã da série, mas vou conferir o filme que está recheado por beldades que cercam o herói. Vilãs e mocinhas. O time das mulheres: ELLEN DOLAN (Sarah Paulson), uma garota comum, mas muito inteligente; SILKEN FLOSS (Scarlett Johansson), uma secretária misteriosa, fatal e frígida; PLASTER DE PARIS (Paz Vega), uma assassina dançarina francesa de cabaré; LORELEI (Jaime King), uma sedutora fantasma; e MORGENSTERN (Stana Katic), uma investigadora jovem e sexy. Quer mais?... Fora isto a direção é de FRANK MILLER, outro mestre das HQs. Foda.

18/03/2009

LA REVANCHA DEL TANGO



Parece que sai em Abril, final de Abril minha micro novela LA REVANCHA DEL TANGO. Buenas, a história sairá pela Mojo Books (http://www.mojobooks.com.br/), eu já estava pensando que eles nem iriam publicá-la mais, mas um dos editores me deu o toque que ela sairá com certeza. Vamos ver... Foi nesta novela que criei a Cidade Fantasma, e também a personagem Maiko, uma japonesa que aparece na história. No mais ando parado mesmo, sem conseguir escrever mais nada. Algum dia volto a escrevo algum continho.

15/03/2009

Caixa Preta


Wiskow, teu passado te condena. Link do meu antigo blog Caixa Preta http://noitesquentesefrias.zip.net/index.html . Quem quiser dar uma espiada em antigos contos que escrevi, contos mais... safados(?)

14/03/2009

Cidade Fantasma

Em uma parte da cidade uma bela garota suspira melancólica. Caubóis, mocinhas, bandidos. O melhor seria um saboroso sorvete na calçada.

13/03/2009

IZMÁLIA


Pois bem, meu camarada Ayala deu o serviço sobre a cantora IZMÁLIA.
Cantora e compositora - é puro rock and roll, seja na voz rouca e visceral, seja na atitude em palco.
Filha de artistas, Izmália Ibias cresceu ouvindo música de todas as praias, de Beatles a Maria Bethânia, passando por Fito Paez, Muse, Led Zeppelin, Pink Floyd, Ella Fitzgerald, Pantera e Ramones. O resultado é uma performance arrasadora. Compositora da maioria das canções da banda, Izmália fala de amores - calmos ou desesperados. A roqueira Izmália atualmente divide seu tempo entre Porto Alegre e Rio de Janeiro, onde realiza shows. Em Porto Alegre realiza temporadas no Bar Opinião. Em 2007 quando lançou o CD "Quase não Dói", pela Mutante Discos, acompanhada pelos músicos Marcelo Playker (Guitarra), Eddi Castellano (bateria) e Sandro Castellano (baixo), Izmália faturou o Prêmio Açorianos de melhor vocal pop/rock. E na ocasião "Quase Não Dói" teve 4 indicações: Melhor disco, melhor intérprete, melhor compositor e melhor instrumentista para o guitarrista Marcelo Playker. Izmália realizou parcerias com figuras importantes do rock nacional, Banda Bixo da Seda, Os Britos, a cantora Angela Rô Rô, o músico, George Israel (Kid Abelha),Jay Vaquer e Rodrigo Santos (músico do Lobão e da Banda Barão Vermelho), que também participou do DVD em Dezembro de 2007, além de participação no Cd do músico Nei Van Sória. No setlist, dos seus shows, além das músicas próprias do cd "Quase Não Dói", covers de ACDC, Queens of the Stone, Age, Black Sabbath, Led Zeppelin, Beatles,Amy Winehouse, Muse, Strokes, Cascavelletes, TNT, Raul Seixas, entre outros. Em formato acústico ou elétrico, Izmália divulga a turnê ou projetos paralelos de Jazz e Bossa ou mesmo na parceria com Pedro Veríssimo, que teve sua estréia no Canequinho Café do Rio de Janeiro.
Atualmente Izmália prepara um novo CD. O Single " ONDAS VIRTUAIS", já está nas rádios.
IZMÁLIA IBIAS – voz e violão SANDRO CASTELLANO - baixo MARCELO PLAYKER – guitarra
EDDIE CASTELLANO - bateria
CONTATO:
(055 51) 8402 4529 - Ayala Anwar
Ms2 produtora
(055 51) 30242409
(055 51) 30195127
(055 51) 96091716/ 81503225 – Sandra Narcizo
(055 51) 81213654/91166183 – Diego Coiro
m2prod@terra.com.br
www.izmalia.com.br
http://www.ms2produtora.com.br http://www.myspace.com/bandaizmalia http://www.youtube.com/izmalia

12/03/2009

Ronaldo,


Assisti ao gol de Ronaldo contra o Palmeiras. Pois bem, antes em outro lance o cara dá uma paulada no forquilha da goleira. De fora da área, limpa, e chuta. Caralho, quem sabe, sabe. O goleiro vôa desesperado na bola e ela explode lá. E então aos quarenta e sete do segundo tempo, o Palmeiras vencendo por um a zero, cruzamento na área e entre a zaga salta ele. Ronaldo. Barrigudo, fotografado em Ibiza com cigarro entre os dedos, cervejinha na mão, sunguinha e barriga. Ronaldo, que é pego com uns travecos, que gosta da balada, que bebe, que fuma. O anti herói, mas no campo é aquilo. Quem sabe, sabe. Não importa o que o cara faça fora das quatro linhas, lá ele dá conta do recado. Lembrei do Cavaleiro das Trevas, do Batman cinquentão. Barrigudo, desacreditado, uma piada, mas... era só alguém dar moleza pra ele... era foda!

10/03/2009

Cantadas Furadas do Senhor Emerson


Pra Fabica linda.

Capa



Capa para o ebook Vale das Sombras - Autor Me Morte. http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/1473709

08/03/2009

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Ah, antes de tudo. Eu sei, eu sei... Não sou tão quanto, sou mais um entre esse marzão que se tornou a web com escritores que não sei se são. Que deveriam não se levar tão a sério. Ou deveriam? Ou eu deveria levar a escrita a sério? Ah, foda-se. Vai dormir senhor Wiskow. Vou.

Tequila, tequila

Ego.
Estive relendo algumas coisas erdidas por ai. Encontrei um comentário de um conto que publiquei certa vez num site mexicano. Gosto da língua espanhola.

"
felicitacion. Escrito por jose hernandez, el 22-12-2006 11:34
felicidades carnal no se si puedas leer espanol pero al fin y al cabo tu historia esta de poca madre tus palabras fullen como un trago de buen vino a travez de la garganta y uno acaba intrigado por esta mujer por favor sigue escribiendo. "

Bons Companheiros


Há algum tempo, coisa de cinco, seis anos, descobri que estava em cartaz no Rio de Janeiro uma peça de teatro sobre relações, cotidiano. Supresa minha, era baseada nos textos dos autores Charles Bukowski, Henry Miller, Caio Fernando Abreu e... Emerson Wiskow. Eu não sabia de nada, ninguém entrou em contato comigo. Eu nem imaginava, sonhava com algo assim, e lá estava eu ao lado desses caras. Não sei o que se passou na cabeça da pessoa que resolveu usar (adaptar) algum texto meu para colocar na peça, e mais, juntamente com esses autores. Tava tudo lá na programação da peça, que se não me enganos foi encenada no Sesc ou Sesi. Não lembro o nome do grupo teatral, não peguei nada, nem entrei em contato com ninguém.
Buenas, agora registro aqui. Lembrei disso semana passada, e como praticamente não escrevo mais nada no blogue, resolvi contar. Coisas acontecem.

06/03/2009


Amanhã ou depois escrevo.

03/03/2009

e-blogue


Tem um lance bacana, o site e-blogue http://e-blogue.com/blogs/. Um lugar onde algumas pessoas que publicam na web estão se reunindo e mostrando seus trabalhos. Tô lá, com ilustração e um conto.

27/02/2009

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Minha namorada diz: "Você só quer isso! Só quer sexo, sexo, sexo! Você deveria ser mais carinhoso! Está sempre pedindo, pedindo mais e mais. Quer tudo, sempre tudo".
Eu deveria ser mais carinhoso. Desculpe, baibe. Vem cá!

22/02/2009

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Os velhos caubóis se foram.
Uma chuva lenta cai lá fora, enquanto morcegos cansados adormecem suavemente.

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19/02/2009

Dezembro Fechado

Cidade Fantasma
10h30minhs da noite.
É uma noite terrivelmente quente e abafada. Verão. Moro numa cidade que chamo de Cidade Fantasma, é uma cidade que existe, mas parece não existir. É como uma imagem nublada que lembra um sonho fantasmagórico. Como todas as cidades do seu porte, ela está no mapa, mas poderia estar num filme que não existe. Ninguém, ou quase ninguém sabe disso, eu sei, e um ou dois amigos meus também sabem. Nós vagamos por ela. Eu vago, sabendo que ela nunca deixará de ser o que é.
Deixou a camiseta jogada sobre o sofá e ando com o peito nu e uma jeans até a janela do apartamento. Não sei explicar mas idiotamente naquele momento me sinto como um caubói quase invencível. Não há motivos para me sentir assim, não consigo terminar a Q que estou desenhando, o traço está trancado, não consigo transpor para o papel as imagens que crio em minha cabeça. A história trava, cheguei a um ponto que ela não se desenvolve mais, não sei mais como continuá-la. No exato momento sou o maior fracassado, dívidas, um emprego miserável numa micro-agência de propaganda, e tenho tanto sucesso e habilidades com as mulheres quanto um cacto espinhento e sem flores teria com alegres e coloridas borboletas. Mesmo assim sinto-me como um caubói imbatível.

Há pouco mais de um mês aluguei esse pequeno apartamento num bairro que se chama Cidade Baixa. No mesmo prédio, no mesmo corredor, moram um escritor que luta para terminar um romance que está escrevendo a dois anos, no apartamento 208 mora uma garota que chega junto com os primeiros raios de sol que despontam pela manhã, no 202 uma mulher que aparenta ter quarenta e cinco anos e seu filho garoto adolescente. No mais, apenas apartamentos vazios e outros fantasmas.
10h30min min. Da noite.
Porto Alegre – Cidade Fantasma.
O telefone toca, trago o cigarro pela última vez ao ouvir o toque do telefone. Trago como se fosse à última tragada, a última saboreada, o último cigarro antes de me dirigir para cadeira elétrica. Uma gostosa tragada.
- Alô – eu digo
- Suzana?
- Quem?
- Suzana, posso falar com Suzana?
- Não existe nenhuma Suzana aqui – respondo.
- Como não, ela me deu esse número...

- Não existe ninguém aqui com esse nome. Não mora nenhuma mulher aqui.
- Ela me deu esse número. Disse que eu poderia ligar, que não haveria problemas. Ela marcou comigo, de aparecer aqui e não veio.
Desligo o telefone.
O telefone toca novamente alguns segundos depois. Uma, duas, três vezes. Não atendo imaginando que seja a mesma pessoa, o mesmo fantasma. O mesmo cara que não conheço e que sinto raiva por sua insistência. Lembro de uma mulher, uma louca que andava pelas ruas da Cidade Baixa, tinha olhos azuis. Era uma Kill Bill. Que vestia uma malha amarela colada ao corpo, tinha pernas ágeis e bonitas, e penso, seria capaz de acabar com um homem em minutos.
É dezembro e não me importa. É um dezembro fechado.

09/02/2009

Cidade Fantasma (III)

Lurdes, a heroína. Não sei ao certo em que mundo ela vivia, como nunca um homem saberá realmente em que mundo vive uma mulher. Quais as fantasias e universos paralelos que habitam o labirinto de sua cabeça. Lurdes vestia-se de mulher-maravilha e parece, tinha convicção de ser uma heroína de quadrinhos. Uma heroína real. Levava os homens para cama vestindo um deliciosa calcinha com estrelas, amarrava suas presas na cama e ali dominava. O mais estranho é que ela vivia dizendo que um gigantesco gorila a vigiava, a perseguia por todas as partes da cidade. Uma espécie de King Kong pós-moderno que adorava lhe espionar.

07/02/2009


BAR DO ESCRITOR

Pois bem, vai sair o livro BAR DO ESCRITOR no qual participo. Graças aos esforços do Giovani o livro sairá no por volta do dia vinte de fevereiro, com distribuição nacional pela Saraiva. A tiragem é de 2500 exemplares. Tá melhor que a encomenda. Esse ano praticamente deixei de escrever, mas buenas, estou aí.

03/02/2009

O velho lobo e pequenas garotas de vestido vermelho


Jonas, o velho lobo cartunista, agora bebia leite. Desenhava histórias e mantinha suas canetas no bolso da velha camisa como antes. Jonas andava pela cidade às vezes, e lhe chamava a atenção quando passava por alguma garota vestida de vermelho. Certa noite bateu em seu pequeno estúdio uma garota que se apresentou como Fabica, vendia alguns docinhos. Usava um vestido vermelho. Jonas gostou do que viu e convidou-a para entrar, espiou sua bunda. Gostou. Jonas sentiu algo mover-se em suas entranhas, a garota sentou-se distraida para mostra-lhe os doces. Os olhos do velho lobo pecorreram o corpo da garota, seios volumosos, ancas larga. Jonas salivava. Jonas era um lobo velho e cansado, mas não resistiu a garota e saltou sobre ela.

31/01/2009

Patti Smith - Smells Like Teen Spirit

http://www.youtube.com/watch?v=Kn7voloX6JI&feature=related

Cidade Fantasma.
Noite 23:42hs.
Cigarros e café. Poderia haver uma história entre todo esse silêncio, mas há apenas cigarros e café.

Literal | Ilustrações




Ilustrações que fiz para o Zine Literal edição 1.

30/01/2009

Cidade Fantasma. (II)


Ana estende-se na tarde. Deixa recados na secretaria eletrônica de Joana, recados no orkut. Quer desabafar com ela, livrar-se dos homens como se livra do creme que passa em suas pernas para depilar-se. Apenas raspá-los com um aparelho de barbear qualquer. Raspar e jogá-los ralo abaixo. Ana tem pernas bonitas que adora exibir usando curtíssimos sortinhos de algodão, seios farto e com grandes auréolas. Marcos sonhava em chupá-los, dizia para ela que um dia colocaria seu pau entre eles e faria uma gostosa espanhola. Ana ria, dizia que nunca aconteceria, e provocando tragava suavemente seu cigarro.

26/01/2009

3:AM


Meu conto Clint Eastwood, Batatas Fritas e Uma bela Tarde de Sol foi traduzido e publicado no site 3:AM inglês
http://www.3ammagazine.com/3am/3am-brasil-clint-eastwood-fries-and-a-beautiful-sunny-afternoon/

Taí um trecho:

Clint Eastwood, Fries and a Beautiful Sunny Afternoon

By Emerson Wiskow (trans. Steven Porter)

"The sun latched onto Central Market like a soft glove. Downtown Porto Alegre. 22nd August, 2007. Susy and Carol go into the market. The pumpkin-faced shop assistant is packing some goods, he eyes up the women closely and continues with his work. Through the pane of glass the soft warm sun slid down. Only the shop assistant and the two women remain in the market. He thinks about something on seeing them. He thinks about them and imagines something."

23/01/2009

R. Grampá



Pois os personagens do R. Grampá estão ganhando forma de bonecos na coleção de action figures da sua MESMO DELIVERY. Muito bacana e eu já estou louco para conseguir alguns deles. Isto é mais uma prova do sucesso do cara que está arrebentando. Considero o Grampá talvez o maior desenhista de quadrinhos na atualidade no Brasil. Muito foda o traço do cara. Bacana também é o lance de pessoas se ligarem em produzirem bonecos de personagens de autores brasileiros para comercializarem. E os bonecos ficaram perfeitos.

22/01/2009

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Muito trabalho, pouca grana, correria, cansaço. Buenas, assim estou. Cheguei a pensar que neste ano eu voltaria a escrever bastante. Dezenas de contos, talvez uma novela, talvez o Nobel. Nada. Diminui bastante o ritmo da escrita, praticamente não existe mais. O blogue jogado as moscas, não consigo um tempinho para escrever um conto. Foda. Sem foda. Eu volto. Vou escrevendo partículas da minha saga Cidade Fantasma. Talvez ela se torne um livro, algo sem pé nem cabeça. Um apanhado de cenas, alucinações, pastilhas da vida cotidiana de uma cidade que homens e mulheres habitam, sem saberem que ela não existe. Acho que merece algum desses prêmios que paga uma boa bolada. Enquanto isso, poucos malditos escritores gaúchos continuam escrevendo, tendo fotinhos nos jornais e peidando abacaxis.

16/01/2009

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11/01/2009

cigarros e fumaça


06/01/2009

THE PLASTIC MAN



31/12/2008

2008


Foi. Adiós!

30/12/2008

LITERAL

Capa que criei para o Zine Literal, um singelo fanzine de contos no qual participo como ilustrador e diagramador.

24/12/2008

Cavalos...

Buenas, este é o Cavalos dois. Resolvi iniciar um blog praticamente novo, queria me livrar daqueles textos do Cavalos Não Correm Deitados. Ajudou o fato e de eu ao tentar publicar mais um post no outro e ele não ter aceito, acho que tinha estourado a capacidade. O fato é que então resolvi criar um novo, praticamente sem nada publicado. Deixei aquele como arquivo, os textos, fotos, estão tudo lá. Agora inicio este, com o mesmo título, o mesmo endereço. Praticamente do zero, deixei apenas dois ou três posts do antigo aqui. Não foi uma seleção, foi porque eram os posts mais recentes que eu tinha publicado lá. E não queria que as pessoas chegassem nesse "novo" sem ter nada para ver ou ler. Então era isso, o Cavalos Não Correm Deitados de antes, virou arquivo. Enquanto eu escrever algumas coisinhas, publico aqui. Nessa espécie de Cavalos Não Correm Deitados 2.

22/12/2008

Zine

Fazia tempo que eu não me envolvia em nada. Quer dizer, em prejetos "literários", mas meu camarada Felipe Correa, do blog Tiro na Têmpora http://tironatempora.blogspot.com/me deu um toque sobre uns caras que desejavam laçar um Zine. Na verdade eles queriam um ilustrador, um cara para diagramar, não para escrever. Buenas, entrei nessa, os caras me convidaram e tenho que diagramar o bicho, tenho que fazer umas ilustrações, coisa que está difícil. Perdi a "mão", o pouco que tinha. Não houve convite para eu publicar algum texto meu, mas pedi para colocar alguns desses continhos meu. Pedi também um milhão de dólares, não me deram, deixaram apenas eu publicar um texto. Tá bom. Fazia muito tempo que ouvia essa de Zine xerocado, poucos sabem, antes dessa história de blog eu lancei vários Zines de xerox. Acho que cheguei a criar uns quatro ou cinco. Criava um, fazia duas ou três edições e então criava outro com título diferente. Então os Zines se foram, ninguém mais fazia, era apenas blogs, e fui para os blogs. Bom, devo ter criado mais de cinco blogs. Alguns eram bons.

Cidade Fantasma | 1

6:30 - Sexta-feira.
Roda-gigante. Depois de rabiscar aquela coisa. Uma roda-gigante, soube que um parque estava na cidade. Da janela do apartarmento eu podia vê-la, estranha, solitária. Parecia que iria engolir a cidade, que tinha vida, que era um monstro de algum seriado japonês. Um monstro de ferro, lata, com pessoas penduradas nela enquanto andava sobre os prédios da cidade destruindo-os como se fossem de isopor.

A Cauda

A primeira coisa que notei foi aquela cauda que saía de baixo da minha cama. Primeiro eu não sabia que era uma cauda, e para falar a verdade ela não saia. Apenas estava lá, parada. Achei estranho. Eu havia chegado da escola há pouco, mamãe preparava alguma coisa na cozinha. Abri a porta do quarto e logo que entrei vi aquilo. Larguei a mochila num canto do quarto e fiquei na dúvida se me aproximava ou não. Senti meu coração bater mais forte que o de costume. Algo parecido com o que eu sentia quando a professora falava meu nome e pedia para eu ir ao quadro resolver alguma operação matemática. Eu levantava da minha cadeira com o coração batendo como um tambor enquanto eu andava entre as classes em direção ao problema, ao quadro. Foi mais ou menos assim que me senti quando vi aquela coisa que eu tinha certeza, não era nada que eu já havia visto ali no meu quarto ou em qualquer outro lugar da casa. Então resolvi me aproximar mais um pouco, e meu coração bateu ainda mais forte. Não arrisquei chegar muito perto, mas ali onde parei pude observar melhor. Era como se uma pessoa tivesse se escondido atrás de uma cortina e sem perceber deixara os pés aparecendo. Não, não. Era como se uma pessoa tivesse se escondido embaixo da cama e tivesse esquecido os pés de fora. Mas certamente não era uma pessoa e com certeza aquilo também não era um pé. Sua cor era verde escuro e tinha umas pequenas coisas sobre ela. Mamãe continuava na cozinha. Cheguei a olhar para a porta na esperança que ela entrasse por ali, coisa que não aconteceu como também por mais que eu torcesse nunca tocava o sinal de fim da aula enquanto eu me dirigia ao quadro na escola. Resolvi que ali onde eu estava era uma distância que me dava alguma segurança. Uma distância que caso fosse necessário eu conseguiria sair correndo porta a fora em direção à minha mãe. Fiquei observando, tentando descobrir afinal de contas o que era aquilo. Depois de algum tempo olhando e imaginando mil coisas, finalmente descobri o que era aquilo. Por mais estranho que pudesse parecer, só podia ser uma cauda. Era uma cauda verde escura e estava no meu quarto, com o resto dela embaixo da minha cama.